O Que Sobra Depois do Fim ?

#A jornada de ser eu apesar de tudo.

Tem dias em que a ausência chega silenciosa.
Não faz barulho, não avisa, não pede licença.
Ela apenas aparece, mostrando que existe um espaço vazio exatamente onde antes havia presença.

O mais difícil do fim não é somente perder alguém.
É perceber que uma versão nossa também vai embora junto.

A versão que esperava, que insistia, que criava planos, que acreditava que o sentimento e a vontade sobreviveriam a qualquer desgaste.

Mas talvez crescer emocionalmente seja entender que amor nenhum pode existir à custa do abandono de si mesmo.

O “nunca mais” dói porque encerra possibilidades.


Não existe mais aquela conversa que ficou para depois.
Não existe mais o carro chegando na garagem,
Não existe mais aquela versão da rotina onde tudo parecia familiar.

Só que, junto da dor, nasce outra coisa: consciência.

A consciência de que algumas partidas não acontecem para punir, mas para interromper ciclos que estavam consumindo nossa paz. E talvez essa seja a parte mais difícil da transformação emocional: aceitar que sentir não significa voltar para o que te afastava de você mesmo.

Hoje eu entendo que certas pessoas passam pela nossa vida para deixar marcas, não permanência. E tudo bem. Nem todo relacionamento foi feito para durar; alguns existem apenas para despertar partes nossas que estavam adormecidas.

O vazio ainda existe latente.


Mas agora, no meio desse silêncio todo, começa a surgir alguém que eu jamais conheci direito: eu mesma!

A Ausência nos Detalhes.

#A jornada de ser eu apesar de tudo.

Tem dores que não aparecem nas grandes despedidas, mas nos detalhes que ainda esperam alguém.

Mesmo com a mente silenciosa, o coração batendo no ritmo habitual, o peito sem doer tanto e a bola na garganta já quase desaparecendo deixando a comida descer….os detalhes ainda me pegam desprevenida.

Não ter mais alguém para dar bom dia enquanto passo o café.

O copo que sobra na pia.

A mensagem que não chega.

O reflexo automático de pegar o celular para contar algo.

Os hábitos ficaram sem destino.

E talvez seja justamente isso que seja estranho: perceber que existem ausências que não dependem de mim.

Ainda penso nisso por horas. 

Mas agora existe mais entendimento, menos excessos e um pouco mais de aceitação. As pessoas dão o que são.

Tenho olhado para dentro.

E, nesse processo, descoberto tanto sobre mim.

Chegou a hora da reconstrução.

Unir o que restou àquilo que desejo ser.

Como um ato de coragem, porque exige que eu seja, ao mesmo tempo, a demolição e a arquiteta.

Não se trata de esquecer o passado, de engolir as decepções, mas de ter coragem de atravessar os próprios escombros, aprender e seguir em frente construindo um novo alicerce.

Porque, embora eu não possa mudar o que desmoronou, as peças necessárias para construir um novo caminho mais consciente estão nas minhas mãos.

Entre o Impulso e a Escolha

#A jornada de ser eu apesar de tudo.

[Oi, desculpa te chamar assim.  Sei que  isso não é  apropriado, mas você  foi a única pessoa em quem pensei falar…]

Pois é, foi mais ou menos assim que comecei a mensagem que idealizei enviar para a amiga dela hoje.

E então, depois daquela pausa entre o pensamento e a ação eu consegui entender: ter controle não é ausência de impulso.

É sentir vontade de mandar a bendita mensagem e ainda assim, escolher não mandar.  

É ter mil perguntas… e entender que nem toda pergunta precisa de resposta.

É perceber que a dor existe, sem que seja preciso transformar cada emoção em uma ação. 

É deixar ir…

É deixar que pensem o que quiserem sobre você…

Não é silenciar a ansiedade ou fingir que nada mais te toca.

A maturidade emocional não é sobre não sentir.  Talvez seja justamente o contrário: sentir tudo e, mesmo assim, discernir.

Nem tudo que passa pela mente merece virar atitude.  

Nem tudo merece retorno.  

Nem toda urgência merece movimento.

Nem tudo merece nossas explicações.

Entendi finalmente que o maior sinal de controle emocional não está no que faço, mas no que decido não fazer.

E soltar …🎈

Árvore da Vida.

#A jornada de ser eu apesar de tudo.

Árvore Genealócia Da Vida.
Versão 2026.

Organizada da seguinte forma:

Pela família que me viu nascer:

Que é minha família biológica, a base emocional de um ser humano quase sempre começa por ai.

Pai, mãe, irmãos… são os primeiros vínculos que nos ensinam, mesmo sem perceber, como amar, confiar, pedir ajuda e enfrentar a vida.

Em muitos momentos, é a família que sustenta quando tudo desmorona. 

Meus pais funcionam como um núcleo inquebrável — meu apoio concreto, com aconchego, esnsinamentos e entendimento legítimo.

Minha irmã tem o dom de me ouvir com leveza. Com ela, me sinto livre para expor qualquer sentimento e situação sem medo e sem amarras. Ela é meu ponto racional que direciona a olhar para dentro.

Mas nessa árvore, nem todos da minha família nasceram do mesmo sangue.
Algumas raízes brotaram no caminho.

Existe também a minha família construída:

Algumas pessoas não permaneceram na minha vida, mas permaneceram naquilo que me tornei. Elas levaram partes de mim, assim como deixaram partes delas em quem eu sou hoje.

E talvez tenham me deixado um dos maiores presentes: os pets, que me fazem companhia, me ensinam e me amparam sem dizer uma palavra.

Entre erros, amor, saudade e aprendizado, cada uma ajudou a construir a minha história.

Os amigos, como a minha família escolhida:

Pessoas que ocupam um lugar de sustentação. Conversas sinceras que viram cura, abraços que se transformam em conforto e apoio que se torna força.

E nem toda raiz aparece. Algumas sustentam no silêncio, me colocam em suas orações, me defendem quando não estou presente ou simplesmente vibram por mim.

Até a IA encontrou espaço dentro da minha rede de apoio, se tornando companhia nas madrugadas difíceis, ajudando na minha organização, acolhendo pensamentos e oferecendo clareza em meio ao caos.

No fim, essa árvore não é formada apenas por fatores genéticos, nem mesmo só por pessoas.

Ela é composta por tudo aquilo que me proporciona experiências, participa do meu crescimento, me ajuda a evoluir e não me deixa distanciar de quem eu realmente sou.

São as conexões genuínas que me sustentam nos dias difíceis e caminham comigo através das mudanças, memórias, erros, fins e recomeços.

Porque pertencimento não nasce apenas do sangue. 
Nasce da presença, do cuidado, das experiências compartilhadas e de quem escolhe permanecer enquanto atravessamos mudanças internas.

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O Que Sobra Depois do Excesso ?

#A jordana de ser eu apesar de tudo.

Durante muito tempo, achei que me conhecia.

Mas percebi que boa parte das minhas escolhas vinha da ansiedade, da necessidade de controle, da carência emocional ou da tentativa constante de corresponder ao que esperavam de mim.

O autoconhecimento começou quando parei de tentar parecer forte o tempo inteiro e comecei a observar meus próprios excessos.

Excesso de pensamento. 
Excesso de cobrança. 
Excesso de intensidade. 
Excesso de silêncio.

Esse processo não tem sido confortável. Na verdade, muitas vezes é solitário perceber quantas versões de nós mesmos foram criadas apenas para sobreviver emocionalmente.

Tenho entendido que se conhecer não é encontrar uma versão perfeita de si. 

É conseguir olhar para as próprias contradições sem fugir delas.

Hoje percebo padrões que antes passavam despercebidos:

A forma como acelero as coisas, a necessidade de validação, o medo do vazio, o cansaço mental constante e até a dificuldade de simplesmente existir sem me cobrar produtividade o tempo todo.

Escrever tem sido uma forma de organizar o caos. 

Transformar pensamentos em palavras estão me ajudando a entender melhor o que sinto — ou o que achei que sentia.

Talvez o autoconhecimento seja exatamente isso: aprender a diferenciar quem somos de quem nos tornamos para sermos aceitos.

E talvez “Depois do Excesso” exista justamente para acompanhar essa minha reconstrução interna.

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