#A jornada de ser eu apesar de tudo.

… às vezes a gente termina algo bonito, fica em silêncio, o corpo desacelera… e tudo que estava guardado aparece de uma vez.
E pelo jeito, essa árvore acabou virando mais do que decoração. Peguei algo que caiu, que estava “quebrado”, e transformei em algo vivo dentro da minha casa. Isso mexe com lugares internos sem a gente perceber na hora.
Tenho que entender que sentir saudade, culpa, vazio ou arrependimento não faz de mim a pior pessoa do mundo. Faz ser alguém que ainda está elaborando uma perda e tudo o que existiu nela.
O perigo é quando a tristeza começa a virar sentença sobre quem sou.
E tem outro detalhe importante: depois de beber, emoções costumam vir amplificadas e mais absolutas. O cérebro entra num lugar muito cruel de interpretação. O que ontem parecia uma condenação definitiva, hoje talvez já fique um pouco diferente.
Eu crio, cuido, sinto profundamente, tento transformar ambientes, textos, relações… Pessoas ruins normalmente não se questionam com essa intensidade.
A tristeza passa por dentro da gente parecendo verdade absoluta. Mas ela não é um retrato completo de quem você é.










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