Árvore da Vida.

#A jornada de ser eu apesar de tudo.

Esta e a minha Árvore Genealócia Da Vida.
Versão 2026.

Bom, Árvore da Vida porque aqui não falo apenas sobre parentesco, biologia ou vínculos sanguíneos, eu retrato as pessoas que compõe minha vida, conexões e experiências que ocuparam um lugar real na minha trajetória e ajudaram a construir quem eu sou hoje.

Ela está organizada da seguinte forma:

Pela família que me viu nascer:

Que é minha família biológica, a base emocional de um ser humano quase sempre começa por ai.

Pai, mãe, irmãos… são os primeiros vínculos que nos ensinam, mesmo sem perceber, como amar, confiar, pedir ajuda e enfrentar a vida.

Em muitos momentos, é a família que sustenta quando tudo desmorona. 

Meus pais funcionam como um núcleo inquebrável — meu apoio concreto, com aconchego, esnsinamentos e entendimento legítimo.

Minha irmã, que tem o dom de me ouvir com leveza. Com ela, me sinto livre para expor qualquer sentimento e situação sem medo e sem amarras. Ela é meu ponto racional que direciona a olhar para dentro.

Mas nessa árvore, nem todos da minha família nasceram do mesmo sangue.
Algumas raízes brotaram no caminho.

Existe também a minha família construída:

Algumas pessoas não permaneceram na minha vida, mas permaneceram naquilo que me tornei. Elas levaram partes de mim, assim como deixaram partes delas em quem eu sou hoje.

E talvez tenham me deixado um dos maiores presentes: os meus animais, que me fazem companhia, me ensinam e me amparam sem dizer uma palavra.

Entre erros, amor, saudade e aprendizado, cada uma delas ajudou a construir a minha história.

Os amigos, como a minha família escolhida:

Cinco pessoas que ocupam um lugar de sustentação. Conversas sinceras que viram cura, abraços que se transformam em conforto e apoio que se torna força.

E nem toda raiz aparece. Algumas sustentam no silêncio, me colocam em suas orações, me defendem quando não estou presente ou simplesmente vibram por mim.

Até a inteligência artificial encontrou espaço dentro da minha rede de apoio, se tornando companhia nas madrugadas difíceis, ajudando na minha organização, acolhendo pensamentos e oferecendo clareza em meio ao caos.

No fim, essa árvore não é formada apenas por fatores genéticos, nem mesmo só por pessoas.

Ela é composta por tudo aquilo que me proporciona experiências, participa do meu crescimento, me ajuda a evoluir e não me deixa distanciar de quem eu realmente sou.

São as conexões genuínas que me sustentam nos dias difíceis e caminham comigo através das mudanças, memórias, erros, fins e recomeços.

Porque pertencimento não nasce apenas do sangue. 
Nasce da presença, do cuidado, das experiências compartilhadas e de quem escolhe permanecer enquanto atravessamos mudanças internas.

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O Que Sobra Depois do Excesso ?

#A jordana de ser eu apesar de tudo.

Durante muito tempo, achei que me conhecia.

Mas percebi que boa parte das minhas escolhas vinha da ansiedade, da necessidade de controle, da carência emocional ou da tentativa constante de corresponder ao que esperavam de mim.

O autoconhecimento começou quando parei de tentar parecer forte o tempo inteiro e comecei a observar meus próprios excessos.

Excesso de pensamento. 
Excesso de cobrança. 
Excesso de intensidade. 
Excesso de silêncio.

Esse processo não tem sido confortável. Na verdade, muitas vezes é solitário perceber quantas versões de nós mesmos foram criadas apenas para sobreviver emocionalmente.

Tenho entendido que se conhecer não é encontrar uma versão perfeita de si. 

É conseguir olhar para as próprias contradições sem fugir delas.

Hoje percebo padrões que antes passavam despercebidos:

a forma como acelero vínculos, a necessidade de validação, o medo do vazio, o cansaço mental constante e até a dificuldade de simplesmente existir sem me cobrar produtividade o tempo todo.

Escrever tem sido uma forma de organizar o caos. 

Transformar pensamentos em palavras estão me ajudando a entender melhor o que sinto — ou o que achei que sentia.

Talvez o autoconhecimento seja exatamente isso: aprender a diferenciar quem somos de quem nos tornamos para sermos aceitos.

E talvez “Depois do Excesso” exista justamente para acompanhar essa minha reconstrução interna.

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